Moussa Diaby: ‘Continuar ajudando a equipe’

Entrevistas

O meia do Paris Saint-Germain falou sobre seus primeiros passos com a equipe principal do clube da capital

Moussa, desde o início da temporada, você está atuando entre os profissionais. Conte-nos sobre seus anos na base parisiense...

"Foi uma longa jornada! Completarei sete anos aqui no Paris Saint-Germain. Eu comecei na pré-formação, antes de me juntar ao Centro de Formação. Neste último, os primeiros anos não foram fáceis. Eu não atuei com o primeiro time. Acho que sofria de deficiências físicas e psicológicas, não estava focado o suficiente. Mas aprendi a ser melhor. Tive que trabalhar para alcançar meus objetivos. Hoje me sinto bem. Estou muito feliz!"

Você deixou o clube na segunda metade da última temporada. O que você lembra dessa experiência?

"Fui emprestado por seis meses ao Crotone-ITA, da Serie A. Lá, não foi fácil. Eu estava sozinho, joguei pouco, o time lutou contra o rebaixamento, eu não falava a língua... O clube colocou um professor italiano à minha disposição, e então as coisas melhoraram bastante. Eu aprendi muito lá, especialmente taticamente. Devo agradecer a este clube, porque se atuo hoje com a equipe principal do Paris Saint-Germain, também é um pouco graças a eles."

Quando voltou ao Paris Saint-Germain, como você abordou esta nova temporada?

"Havia um novo treinador. No início da temporada, queria ser emprestado. O treinador e eu conversamos. Ele não queria que eu saísse, disse que eu teria tempo de jogo, que confiava em mim e que apreciava minha maneira de jogar. Quando seu treinador lhe diz isso, isso te tranquiliza. Mas não foi porque ele me deu esse discurso que não tive que trabalhar. Fiz o meu melhor nos treinamentos. Quando ele me coloca em campo, tento retribuir essa confiança fazendo boas partidas e sendo decisivo. Por enquanto, isso vem acontecendo. Espero que siga assim, e que eu continue ajudando a equipe."

Você então disputou sua primeira partida da Ligue 1 contra o Caen. Olhando para trás, o que você se lembra deste momento?

"Foi um ótimo momento para mim. Fiquei feliz por disputar este primeiro jogo da Ligue 1 com o meu clube de formação. Isso mostra que o Paris Saint-Germain confia em seus jovens. Estou feliz, espero que continue assim, e que eu dispute muito mais partidas com o clube."

Você marcou dois gols e deu cinco assistências na Ligue 1 em apenas 530 minutos em campo! Você esperava ser tão decisivo?

"Honestamente, não! Eu não esperava disputar tantos jogos. Por enquanto, tudo está indo bem. Fiquei muito feliz em marcar meu primeiro gol, ainda mais no Parc des Princes. Disputei o segundo tempo contra o Saint-Étienne, e meus companheiros de equipe me deixaram à vontade. Se fiz tudo isso, é também graças a eles. Thiago Silva em particular, que coloca à vontade todos os jovens e desempenha bem o seu papel de capitão. Neymar? Ele dá muitos conselhos. Quando vemos um jogador como ele, isso só pode te fazer bem. Sempre tento ouvir e aplicar os conselhos. Os outros também desempenham seu papel como irmãos mais velhos. A atmosfera é sempre positiva. Nós rimos muito, todos nós nos damos bem. As coisas vão bem dentro e fora do vestiário."

Você também teve a oportunidade de conhecer a Liga dos Campeões da UEFA ...

"Jogar esta competição sempre fez parte dos meus objetivos. É verdade que eu não pensava disputá-la tão cedo,mas aconteceu e estou muito feliz. O Manchester? É uma boa equipe e acho que serão dois grandes jogos. Será difícil, porque o Manchester está fazendo ótimas partidas no momento. É uma equipe que tem jogadores de alta qualidade."

Você se considera um atacante ou um meia?

"Um meia ofensivo. É onde me sinto melhor, onde acho que posso trazer mais para a equipe. Mas se o técnico me pedir para jogar em outra posição, farei o meu melhor para ajudar o time. Eu ainda tenho que melhorar, especialmente na parte defensiva. Ofensivamente, ainda tenho algumas coisas a evoluir, incluindo o posicionamento entre as linhas. Meus colegas de equipe me dizem para observar Neymar e Draxler nesse ponto. Quando assisto as partidas, vejo que eles têm razão! O posicionamento deles é muito importante para o ataque. Se eu puder fazer isso, isso me ajudará no futuro."

O que o Paris Saint-Germain representa para você?

"Eu venho de Paris, sempre morei em Paris e jogo pelo Paris. Tenho muitas pessoas que  torcem por mim, sou grato a eles. É importante para mim, minha família, meus entes queridos. A camisa 27? Aceitei porque ela estava livre e porque eu morava neste número no meu antigo bairro. É uma maneira de dizer que não os esqueço. Um ídolo quando eu era pequeno? Eu gostava muito da forma como Pauleta jogava, inclusive tinha uma camisa com seu nome!"