Derrota

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Os destaques:

Do riso no Old Trafford às lágrimas no Parc. Pouco antes das 23h (horário local), o céu caiu sobre as cabeças dos parisienses após o 'Fergie time' tão querido pelos Diabos Vermelhos. Em um pênalti muito generoso, Rashford superou Buffon e as esperanças do clube da capital (1x3, 49’/2ºT). Difícil - se não impossível - encontrar as palavras. Não há tempo para procurar desculpas, mas há noites em que nada acontece...

Mesmo com total confiança, dois gols de vantagem após a primeira partida e uma escalação idêntica, nada é garantido na hora de conquistar uma classificação na Liga dos Campeões.

Sob a forte chuva do Parc, o público parisiense se decepcionou rapidamente, quando Lukaku recuperou a bola antes de driblar Buffon e concluir (0x1, 2’/1ºT). Em 120 minúsculos segundos, a esperança britânica renascia. O Paris voltou a ter tranquilidade (temporariamente...) quando Bernat - servido na medida por Mbappé – apareceu mais uma vez como artilheiro nesta competição (1x1, 12’/1ºT). Um bom sinal? Quase, pois desde os minutos seguintes, vimos apenas os Rouge et Bleu no gramado do Parc (87% de posse após 25 minutos). Um domínio materializado pelas chances de Bernat, que parou em De Gea (20’/1ºT), e em seguida Di María, que mandou um míssil para fora (21’/1ºT). Como no jogo de ida, Kimpembe se destacava pela combatividade, Verratti fazia seus lançamentos perfeitos e Mbappé lierava o ataque, mas apesar destes bons indicadores, uma nova surpresa... Da entrada da área, Rashford bateu forte e Buffon espalmou para Lukaku pegar o rebote (1x2, 30’/1ºT). Havia apenas uma certeza no intervalo: as 45 mil pessoas no Parc teriam muitas emoções pela frente.

Após o retorno dos vestiários, Di María marcou um gol, mas sua alegria durou pouco, já que o lance foi anulado por impedimento (11’/2ºT). Um mau presságio: nada estava de acordo com o planejado e a saída prematura de Draxler por lesão (25’/2ºT) reforçava essa impressão. Sempre restrito ao seu próprio campo, o Man U mostrava que claramente não cruzou o Canal da Mancha para propor o jogo e depositava sua força em De Gea, que defendeu chute de Meunier (38’/2ºT) e, na sequência, foi salvo pela trave em finalização de Bernat (39’/2ºT). E então aconteceu a penalidade, apitada após consulta ao VAR (46’/2ºT).

Os fatos são impassíveis: o Paris Saint-Germain não sofria dois gols nos primeiros 30 minutos de um jogo da Liga dos Campeões há 22 anos. Acima de tudo, nunca um time foi eliminado na competição após vencer por 2 a 0 fora de casa. Duas estatísticas que permitem medir a decepção abissal esta noite na capital.