Os lendários camisas 10: tradição parisiense 

Neymar Jr agora é parisiense e vestirá a camisa 10, mantendo a tradição de um número lendário desde a criação do clube
Os lendários camisas 10: tradição parisiense 

Os precursores
Os dois primeiros grandes camisas 10 do clube marcaram história nos Rouge et Bleu. Bernard Guignedoux abriu a conta histórica de gols do clube em Poitiers no dia 23 de agosto de 1970 (1x1), e seu sucessor Jean-Pierre Dogliani segue sendo o capitão histórico no acesso à primeira divisão, em 1974.

Os artistas Conhecido por seus dribles e pela preferência ao número 11, Mustapha Dahleb vestiu a camisa 10 na temporada 1980-81. Seu sucessor, Ivica Surjak, teve grande participação na conquista da Copa da França em 1982. Susic usou a 10 durante nove temporadas, de 1982 até 1991, um recorde na história do clube. Jay-Jay Okochoa, de 1998 a 2002, também ficou marcado por seus dribles, gols e categoria. Mais recentemente, Stéphane Sessègnon (2009-2011) e Javier Pastore na temporada passada, mantiveram a tradição com a camisa.

Os lendários camisas 10: tradição parisiense 

Os goleadores Um 10 goleador chegou a Paris antes de Ibrahimovic. O sueco, maior artilheiro da história do clube, sucedeu François M'Pelé, atleta do final dos anos 1970, e o fenomenal Bianchi, que iniciou sua carreira parisiense com o mítico número. Ibrahimovic recuperou a 10 após a saída de Nenê, tornando-se um rei na Ligue 1 até sua saída em 2016.

As decepções
Vestir a camisa 10 não é sinônimo garantido de sucesso. O português João Alves, com grave lesão, deixou Paris com apenas dois jogos disputados e um sentimento de trabalho não cumprido. O argentino Osvaldo Ardiles vestiu a 10 por apenas seis meses antes de cedê-la a Susic. Branko Boskovic tinha a ambição de se converter no novo Susic, mas suas duas temporadas em Paris não levantaram o ânimo esperado, como seus dois sucessores: Vikash Dhorasoo - apesar de seu gol na final da Copa da França contra o Marselha em 2006 - e Marcelo Gallardo, argentino que veio do Monaco.

Os lendários camisas 10: tradição parisiense 

Os brasileiros
Valdo, Raí, Ronaldinho, Nenê… Um quarteto agora lendário que construíram a fama do Brasil no Paris. Valdo sambou nas defesas rivais no começo da década de 1990, antes de ceder a camiseta ao lendário "Capitão Raí". Ronaldinho vestiu a 10 em sua última temporada parisiense, em 2002-2003, marcando gols inesquecíveis nos clássicos contra o Marselha. Nenê, com sua eficácia e cobranças de falta perfeitas, perpetuou essa tradição até a sua saída em 2013. Souza foi uma exceção brasileira: apenas 17 partidas em Paris e seis meses muito complicados, com os Rouge et Bleu brigando pela sobrevivência na Ligue 1.

Neymar Jr. escreverá sua história no Rouge et Bleu pelas próximas cinco temporadas e manterá a tradição deste número único em Paris.

Os camisas 10 parisienses em ordem cronológica :
Bernard Guignedoux, Eric Renaut, Jean-Pierre Dogliani, Lionel Justier, Jacques Laposte, Francis Piasecki, Carlos Bianchi, François M’Pelé, Armando Bianchi, João Alves, Mustapha Dahleb, Ivica Surjak, Osvaldo Ardiles, Safet Susic, Valdo, Raí, Jay-Jay Okocha, Ronaldinho, Branko Boskovic, Vikash Dhorasoo, Stéphane Sessègnon, Nenê, Zlatan Ibrahimovic, Javier Pastore, Neymar Jr.